Quando pode ser indicado
Dor espontânea, sensibilidade que persiste depois do frio ou calor, necrose da polpa ou trauma são motivos para investigar. Nenhum sintoma isolado confirma a necessidade do procedimento: exame clínico e imagem orientam o diagnóstico.
Como é feito
Após anestesia local, o dente é isolado. Os canais são localizados, medidos, limpos e preenchidos. Ao final, o dente precisa de selamento e restauração definitiva para voltar a funcionar.
Sessões e recuperação
O número e o tempo das sessões variam conforme a anatomia e o estado do dente. Pode haver sensibilidade nos dias seguintes; inchaço, febre ou dor crescente pedem contato com o dentista.
Depois do canal
A restauração final protege a estrutura restante. O tipo de restauração depende da posição do dente e da quantidade de estrutura preservada.
Passo a passo do tratamento
1. Exame clínico, testes de sensibilidade e radiografia para confirmar o diagnóstico. 2. Anestesia local. 3. Isolamento do dente com dique de borracha, que mantém o campo limpo e protege a garganta. 4. Abertura de acesso aos canais. 5. Medição do comprimento de cada canal com localizador apical e radiografia. 6. Limpeza e modelagem dos canais com instrumentos e irrigação com soluções desinfetantes. 7. Preenchimento (obturação) dos canais e selamento da entrada. 8. Encaminhamento para a restauração definitiva ou coroa.
Uma ou mais sessões?
Muitos casos são concluídos em uma única sessão. Quando há infecção extensa, inchaço ou anatomia difícil, pode ser indicado colocar uma medicação dentro do canal e finalizar em uma segunda consulta. Estudos que compararam as duas formas não mostraram diferença consistente no sucesso a longo prazo; a escolha depende do dente e do quadro de cada paciente. Nível de evidência: moderado.
O que a ciência mostra
Dentes com canal bem tratado e bem restaurado permanecem em boca na grande maioria dos casos por muitos anos; revisões sistemáticas relatam taxas de permanência acima de 85% a 90% em estudos de acompanhamento (Ng e colaboradores, Int Endod J, 2010; evidência consistente). A qualidade da restauração final pesa tanto quanto a do canal: uma restauração com infiltração deixa as bactérias voltarem. Nível de evidência: consistente.
Canal ou extração?
Manter o dente natural preserva o osso, a gengiva e a mordida. A extração pode ser discutida quando o dente não tem estrutura para ser restaurado, tem fratura vertical na raiz ou doença periodontal avançada. Substituir um dente extraído exige implante, ponte ou prótese, com custo e tempo próprios. A decisão é tomada depois do exame, com as opções explicadas.
Sinais de alerta depois do tratamento
Sensibilidade ao mastigar nos primeiros dias é comum e tende a diminuir. Procure o consultório se houver inchaço que aumenta, febre, dor que piora depois do terceiro dia ou se a restauração provisória sair.
Perguntas frequentes
O tratamento de canal dói?
É feito com anestesia local. Cada pessoa responde de maneira diferente; avise a equipe se sentir desconforto durante o atendimento.
Quantas sessões serão necessárias?
Depende do diagnóstico, da anatomia dos canais e da presença de infecção. O plano é explicado após a avaliação.
Quanto tempo dura uma sessão?
Em geral entre uma e duas horas, dependendo do número de canais e da complexidade do dente.
Posso trabalhar no dia do tratamento?
A maioria das pessoas volta às atividades no mesmo dia. A anestesia pode durar algumas horas; evite mastigar do lado tratado até ela passar.
