Quando é indicada
Cárie que já formou cavidade; fratura pequena ou média da coroa do dente; restauração antiga com falha, como cárie na borda, fratura ou infiltração; e reparo de parte de uma restauração. Quando falta muita estrutura, especialmente em dentes posteriores, a indicação pode passar a ser uma restauração que cubra as cúspides ou uma coroa dentária.
Como é feita
1. Exame clínico e radiografia, incluindo a avaliação da polpa. 2. Anestesia local, quando necessária. 3. Isolamento do dente, de preferência com dique de borracha. 4. Remoção da cárie; em cáries profundas, a remoção é seletiva, para não expor a polpa. 5. Aplicação do sistema adesivo. 6. Inserção da resina, em camadas ou em bloco, e fotopolimerização. 7. Ajuste da mordida e polimento.
Quando a cárie chega perto da polpa
Em dentes com cárie profunda, a polpa é avaliada antes de restaurar. Diretrizes recentes sugerem remover a cárie de forma seletiva nesses casos, deixando uma camada amolecida sobre a polpa sob uma restauração bem vedada, para reduzir o risco de expô-la. Nível de evidência: limitado.
Quanto tempo dura
Não existe prazo de validade. Nos estudos, restaurações de resina em dentes posteriores falham em média 1,8% ao ano até 5 anos e 2,4% ao ano até 10 anos. Restaurações maiores e risco alto de cárie aumentam as falhas. Nível de evidência: consistente.
Reparar ou trocar
Quando o defeito é localizado, reparar só a parte afetada preserva mais dente do que trocar a restauração inteira, e está associado a maior permanência das restaurações. Nível de evidência: moderado.
Depois da restauração
Sensibilidade leve ao frio ou ao mastigar nos primeiros dias é comum e deve diminuir. Restauração que parece alta deve ser ajustada, sem esperar acostumar. Dor espontânea, que lateja ou acorda à noite pede avaliação da polpa.
O que a ciência mostra
Restaurações posteriores de resina: 1,8% de falha ao ano até 5 anos e 2,4% até 10 anos (Opdam e colaboradores, J Dent Res, 2014; evidência consistente). Reparo em vez de troca prolonga a vida das restaurações (Demarco e colaboradores, Dent Mater, 2012; Casagrande e colaboradores, J Dent, 2017; evidência moderada). Remoção seletiva ou em etapas reduz o risco de expor a polpa em cáries profundas (diretriz EFCD-ESE-ORCA, Int Endod J, 2026; evidência limitada).
Perguntas frequentes
Restauração de resina dói?
O procedimento é feito com anestesia local quando necessário. Sensibilidade leve nos primeiros dias é comum e costuma diminuir.
Quanto tempo dura uma restauração de resina?
Não há prazo fixo. Nos estudos, cerca de 9 em cada 10 restaurações posteriores seguem em uso aos 5 anos. Ela deve ser acompanhada e reparada ou trocada quando apresentar falha.
Toda cárie funda precisa de canal?
Não. Quando a polpa está saudável, a cárie pode ser removida de forma seletiva e o dente restaurado. A avaliação da polpa define o caminho.
