Rodrigo ZajacEndodontia · CRO-SP 86735

Clínica geral

Restauração dentária em resina

A restauração em resina recompõe a parte do dente perdida por cárie, fratura ou desgaste, com um material da cor do dente colado à estrutura. Ela é indicada quando a polpa está saudável e o dente ainda tem estrutura suficiente para sustentar a restauração.

Quando é indicada

Cárie que já formou cavidade; fratura pequena ou média da coroa do dente; restauração antiga com falha, como cárie na borda, fratura ou infiltração; e reparo de parte de uma restauração. Quando falta muita estrutura, especialmente em dentes posteriores, a indicação pode passar a ser uma restauração que cubra as cúspides ou uma coroa dentária.

Como é feita

1. Exame clínico e radiografia, incluindo a avaliação da polpa. 2. Anestesia local, quando necessária. 3. Isolamento do dente, de preferência com dique de borracha. 4. Remoção da cárie; em cáries profundas, a remoção é seletiva, para não expor a polpa. 5. Aplicação do sistema adesivo. 6. Inserção da resina, em camadas ou em bloco, e fotopolimerização. 7. Ajuste da mordida e polimento.

Quando a cárie chega perto da polpa

Em dentes com cárie profunda, a polpa é avaliada antes de restaurar. Diretrizes recentes sugerem remover a cárie de forma seletiva nesses casos, deixando uma camada amolecida sobre a polpa sob uma restauração bem vedada, para reduzir o risco de expô-la. Nível de evidência: limitado.

Quanto tempo dura

Não existe prazo de validade. Nos estudos, restaurações de resina em dentes posteriores falham em média 1,8% ao ano até 5 anos e 2,4% ao ano até 10 anos. Restaurações maiores e risco alto de cárie aumentam as falhas. Nível de evidência: consistente.

Reparar ou trocar

Quando o defeito é localizado, reparar só a parte afetada preserva mais dente do que trocar a restauração inteira, e está associado a maior permanência das restaurações. Nível de evidência: moderado.

Depois da restauração

Sensibilidade leve ao frio ou ao mastigar nos primeiros dias é comum e deve diminuir. Restauração que parece alta deve ser ajustada, sem esperar acostumar. Dor espontânea, que lateja ou acorda à noite pede avaliação da polpa.

O que a ciência mostra

Restaurações posteriores de resina: 1,8% de falha ao ano até 5 anos e 2,4% até 10 anos (Opdam e colaboradores, J Dent Res, 2014; evidência consistente). Reparo em vez de troca prolonga a vida das restaurações (Demarco e colaboradores, Dent Mater, 2012; Casagrande e colaboradores, J Dent, 2017; evidência moderada). Remoção seletiva ou em etapas reduz o risco de expor a polpa em cáries profundas (diretriz EFCD-ESE-ORCA, Int Endod J, 2026; evidência limitada).

Perguntas frequentes

Restauração de resina dói?

O procedimento é feito com anestesia local quando necessário. Sensibilidade leve nos primeiros dias é comum e costuma diminuir.

Quanto tempo dura uma restauração de resina?

Não há prazo fixo. Nos estudos, cerca de 9 em cada 10 restaurações posteriores seguem em uso aos 5 anos. Ela deve ser acompanhada e reparada ou trocada quando apresentar falha.

Toda cárie funda precisa de canal?

Não. Quando a polpa está saudável, a cárie pode ser removida de forma seletiva e o dente restaurado. A avaliação da polpa define o caminho.

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